terça-feira, 20 de novembro de 2012

Estácio, Holly Estácio

É uma composição de Luiz Melodia (1951).

Esta canção foi a que verdadeiramente possibilitou que o jovem Luiz Melodia se tornasse conhecido do grande público. Outras de suas canções já haviam sido gravadas por grandes nomes da MPB (como “Pérola Negra”, gravada em 1971 por Gal Costa), porém quando Maria Bethânia decidiu incluir “Estácio, Holly Estácio” em seu LP “Drama – Anjo Exterminado”, de 72, o sucesso e o reconhecimento atingiram o compositor. Com 21 anos, o garoto do subúrbio carioca já era cantado por duas das maiores cantoras da música brasileira.

Amado pelos tropicalistas, visto com desconfiança pelos tradicionalistas, seus primeiros discos revelaram também um cantor de personalidade, além de confirmar a originalidade de suas composições.

De fato, obras como “Pérola Negra”, “Magrelinha” ou “Estáciom, Holly Estácio” ganharam o status de clássicos, atingindo em cheio o gosto de várias gerações. É comum ver, nos shows, jovens cantarem de cor estas canções, compostas antes de terem nascido.

Em “Estácio, Holly Estácio”, observa-se divisões rítmicas inusitadas realçando a sua musicalidade ao nível da própria camada fônica do texto.


ESTÁCIO, HOLLY ESTÁCIO
(Luiz Melodia)

Se alguém quer matar-me de amor
Que me mate no Estácio
Bem no compasso, bem junto ao passo
Do passista da escola de samba
Do Largo do Estácio
O Estácio acalma o sentido dos erros que eu faço
Trago não traço, faço não caço
O amor da morena maldita do Largo do Estácio
Fico manso, amanso a dor
Holliday é um dia de paz
Solto o ódio, mato o amor
Holliday eu já não penso mais.

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